LUIZ ROBERTO DE ALBUQUERQUE

63 anos, advogado, casado com Daniela Miranda, pai de quatro filhos, Rafael, Pietro (in memoriam), Nina e Luca, e avô da Bia.

 

Beto Albuquerque, como é conhecido, nasceu em 6 de janeiro de 1963, em Passo Fundo. Filho do mecânico Telmo Lopes de Albuquerque e da dona de casa Vanir Teresinha Turra de Albuquerque, foi dentro de casa que aprendeu o valor do trabalho, da honestidade, da responsabilidade e da educação.

TRAGETÓRIA

Aos 15 anos conquistou seu primeiro emprego com carteira assinada, como empacotador na Cia Zaffari. Pouco tempo depois passou a trabalhar na oficina mecânica do pai, profissão que manteve mesmo após ingressar no curso de Direito da Universidade de Passo Fundo (UPF). Foi com esse trabalho que ajudou a pagar os estudos e concluiu a faculdade. Essa vivência moldou uma convicção que o acompanha até hoje: oportunidades mudam vidas.

Durante a vida estudantil, foi Presidente do Diretório Acadêmico América Latina Livre e Presidente do DCE na UPF. Ainda antes de seu primeiro mandato, fundaria o Movimento de Justiça e Direitos Humanos de Passo Fundo e seria diretor da Juventude Franciscana e da Associação Passo-fundense de Defesa do Consumidor.

Em seu primeiro mandato como deputado estadual aprovou 13 leis estratégicas para o desenvolvimento da sociedade gaúcha, como a isenção de impostos para microempresas, a regulamentação da reciclagem e da coleta seletiva de lixo e a proibição de incentivos fiscais a empresas que não estivessem em dia com o meio ambiente. Na Assembleia Legislativa, Beto deu início ao projeto da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), que, após mais de duas décadas de mobilização, tornou-se realidade em 2001.

Foto: Gustavo Lima

 

Elegeu-se pela primeira vez Deputado Federal em 1998 e, no mesmo ano, foi chamado para assumir a Secretaria Estadual dos Transportes, no Governo Olívio Dutra. Beto ainda voltaria a integrar o secretariado estadual, entre 2011 e 2012, dessa vez à frente da pasta da Infraestrutura e Logística. No início da sua trajetória na Câmara Federal atuou de forma ativa para combater a violência no trânsito. Em 2002 assumiu como membro titular da Comissão de Viação e Transportes.

Em 2003, instalou na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro. Mais do que aprimorar o Código de Trânsito Brasileiro, apresentou o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, o PNATRANS.

Ligado à educação, são de sua autoria as Leis que criaram a UERGS e concederam anistia aos devedores do antigo Crédito Educativo. Beto também aprovou a Lei que criou novos Institutos Federais de Educação Tecnológica (IFETs), e novas universidades, como a Unipampa e a Universidade Federal da Fronteira Sul. Beto também foi autor do projeto que criou o Fundo Nacional do Idoso.

Em 2010, foi reconhecido como parlamentar destaque entre todos os integrantes do Congresso Nacional.

 
Foto: Zeca Ribeiro

Ligado à educação, são de sua autoria as Leis que criaram a UERGS e concederam anistia aos devedores do antigo Crédito Educativo. Beto também aprovou a Lei que criou novos Institutos Federais de Educação Tecnológica (IFETs), e novas universidades, como a Unipampa  e a Universidade Federal da Fronteira Su. Beto também foi autor do projeto que criou o Fundo Nacional do Idoso.

O projeto mais importante da trajetória de Beto Albuquerque foi a Lei Pietro, que instituiu a Semana de Mobilização Nacional para a Doação de Medula Óssea. A lei leva o nome de seu segundo filho, Pietro, que faleceu em 2009, vítima de leucemia, pouco antes de completar 20 anos, sem encontrar um doador compatível.

Da dor, Beto fez nascer uma causa. O aprendizado ajudou a identificar a necessidade urgente de ampliação do número de doadores de medula óssea para aumentar a chance de sobrevivência de quem sofre com a doença. A partir da instituição da Lei Pietro e das campanhas anuais que passaram a acontecer em todo o Brasil, a rede de doadores cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) aumentou mais de 500%, proporcionando esperança a milhares de brasileiros e brasileiras.

 

Líder do PSB na Câmara desde 2013, Beto seria o candidato natural ao Senado no Rio Grande do Sul no ano seguinte. Mas durante a campanha, a perda de seu amigo e correligionário Eduardo Campos, então candidato à presidência da República, fez com que tudo mudasse. Parceiros de caminhada e com grande afinidade pessoal e política, ambos tinham planos para um país mais justo, igualitário e próspero.

A campanha mostrou para o país um político atuante, pautado na ética, no trabalho e na determinação para construir uma sociedade mais justa e um país melhor para todos, conforme havia projetado tantas vezes junto do amigo Eduardo.

“O TEMA DA DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA DIZ RESPEITO À MINHA ALMA. AO MEU CORAÇÃO. DIZ RESPEITO À PERDA DE UM FILHO COM 19 ANOS. E ISSO ME IMPULSIONA A LEVAR POR TODO O BRASIL A COMPREENSÃO DESSA DOENÇA.”

Quando Beto perdeu o filho, o Brasil possuía 850 mil doadores. Hoje, já são mais de 6,1 milhões de doadores inscritos, o que faz do país o terceiro maior banco de doadores de medula do mundo.

Naquele momento, os planos passaram a ser levados adiante por Beto, ao assumir o maior desafio político de sua vida: representar o PSB concorrendo como candidato a vice-presidente ao lado de Marina Silva.

EM 2018, BETO CONCORREU AO SENADO, E OBTEVE O APOIO DE 1.713.792 ELEITORES, NÃO ALCANÇANDO A VAGA POR APENAS 1,5% DOS VOTOS VÁLIDOS.

Em 2021, outro duro golpe. Beto perdeu seus pais para a Covid-19 num intervalo de apenas 15 dias, mesmo vacinados com as duas doses, depois que foram submetidos à chamada “prova de vida” do INSS. Assim como milhões de idosos e grupos de risco em todo o país, foram expostos à doença, em um verdadeiro disparate administrativo, que levou Beto a ingressar com uma ação de nulidade dessa exigência desumana no Supremo Tribunal Federal.


Em 2024, Beto enfrentou mais um grande desafio pessoal ao ser submetido a uma delicada cirurgia cardíaca de emergência. Após a recuperação, retomou suas atividades públicas, reforçando sua convicção de que cuidar da vida e fortalecer a saúde pública continuam sendo prioridades.

 

Hoje, Beto coloca novamente sua experiência, sua capacidade de diálogo e sua tradição de luta a serviço das gaúchas e gaúchos e do Rio Grande do Sul. Depois de mais de quatro décadas dedicadas à vida pública, é pré-candidato à Câmara dos Deputados para seguir defendendo a saúde, a educação, o desenvolvimento sustentável, a justiça social e políticas públicas que transformem para melhor a vida das pessoas.