Presidente do PSB/RS e candidato a deputado federal, Beto defendeu Lula e Alckmin, Juliana e Edegar e uma representação gaúcha comprometida com os interesses do Estado e do país
Beto Albuquerque defendeu a eleição de Lula e Geraldo Alckmin e convocou os gaúchos à defesa da democracia e dos interesses nacionais durante o primeiro comício de Lula no Rio Grande do Sul, realizado nesta sexta-feira (11), no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. Presidente estadual do PSB e candidato a deputado federal, Beto discursou no ato de Lula, com Juliana Brizola, Edegar Pretto, Manuela d’Ávila e Paulo Pimenta, diante de milhares de pessoas. “Estamos aqui para deixar claro ao Rio Grande do Sul que queremos Lula porque amamos a democracia, nós queremos Lula porque amamos a soberania do nosso país”, afirmou.
Beto citou as riquezas estratégicas brasileiras, como o petróleo e as terras raras, e criticou a submissão dos interesses nacionais aos Estados Unidos. “Não somos como a família que quer entregar a riqueza do Brasil, que quer entregar o petróleo brasileiro, que quer entregar as terras raras do Brasil para o “laranjão” americano fazer o que quer. Aqui não, aqui a riqueza é do Brasil, aqui a riqueza é dos brasileiros.”
O tema também esteve no discurso de Lula. O presidente afirmou que nenhum governante estrangeiro deve interferir na decisão dos brasileiros nas urnas e sustentou que cabe ao país decidir seus próprios caminhos. Em sua fala, Lula também tratou da economia, do custo de vida, da educação, da saúde e do enfrentamento à violência contra as mulheres.

Para Beto, a democracia é condição para garantir direitos e preservar a autonomia do país. “Não há luta maior nessa eleição que não seja lutar por democracia, porque fora da democracia nós não conseguimos lutar pelos nossos direitos. Não há lugar melhor do que na democracia para a gente lutar pela soberania do nosso país.”
A situação do Rio Grande do Sul e a necessidade de articulação com o Governo Federal também entraram no discurso. Beto defendeu a eleição de Juliana Brizola e Edegar Pretto alinhada ao projeto nacional liderado por Lula e Alckmin. “O Rio Grande precisa eleger a Juliana e o Edegar junto com Lula e Alckmin, porque nós precisamos da ajuda do Governo Federal nesse momento”, afirmou.
A reconstrução do Estado depois das enchentes de 2024 esteve presente nas manifestações. Edegar lembrou que o próprio Largo Glênio Peres ficou submerso durante a catástrofe e destacou a atuação do Governo Federal no auxílio aos gaúchos. Juliana levou ao presidente demandas do Estado, entre elas a questão da dívida com a União e a necessidade de instrumentos capazes de financiar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.
Candidata ao Governo, Juliana recuperou a relação política entre Lula e seu avô, Leonel Brizola. Apesar das divergências que tiveram ao longo de suas trajetórias, lembrou que os dois estiveram do mesmo lado nos momentos decisivos para a democracia brasileira. Lula homenageou Brizola e pediu apoio à chapa de Juliana e Edegar e às candidaturas de Manuela d’Ávila e Paulo Pimenta ao Senado.
Beto também defendeu as candidaturas Manuela e Pimenta para as duas vagas ao Senado, e criticou a atuação do senador Hamilton Mourão diante das crises enfrentadas pelo Estado. “Chega do Rio Grande do Sul eleger paraquedistas no Senado. Esse general que virou senador até hoje não veio aqui para ver a dificuldade do povo gaúcho nas enchentes e em todos os momentos de intempéries”, criticou. Ele chamou o eleitorado a fortalecer as candidaturas da frente para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa. “Quero convocar companheiros e companheiras para nós todos darmos um voto casado de compromisso para o Pimenta e para Manuela. Não tem voto nulo para quem luta por Lula e por Juliana.”
Ao final do discurso, o enfrentamento ao bolsonarismo ganhou uma dimensão pessoal. Beto lembrou o pai e a mãe, vítimas da Covid-19, ao falar das mais de 700 mil mortes registradas no Brasil durante a pandemia. “Nós estamos aqui para tirar da história, para o lixo, a família que rouba, a família que matou setecentos mil brasileiros na Covid, inclusive meu pai e minha mãe”, disse.“Zero chance do bolsonarismo triunfar no Rio Grande do Sul e no Brasil. Chegou a hora da vitória”, completou.
Sob chuva, o ato reuniu as forças da frente progressista e marcou a entrada da campanha presidencial no Rio Grande do Sul com uma defesa da democracia, das riquezas brasileiras e de uma representação política capaz de defender os interesses dos gaúchos em Brasília.
“Viva Lula. Viva a Juliana. Viva Manu. Viva Pimenta. Viva a luta da esquerda gaúcha”, encerrou Beto.




